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Desmistificando os Mitos dos Investimentos Seguros

Desmistificando os Mitos dos Investimentos Seguros

17/02/2026 - 05:09
Felipe Moraes
Desmistificando os Mitos dos Investimentos Seguros

Quando se fala em rendimentos e segurança financeira, muitos portugueses ainda se apoiam em crenças antigas.

Este artigo revela verdades essenciais para que possa preservar poder de compra e preparar um futuro sólido.

O que significa um investimento seguro?

O termo “investimento seguro” costuma gerar a ideia de rendimento garantido sem qualquer risco.

No entanto, não existem investimentos totalmente livres de riscos. Até mesmo opções conservadoras sofrem impacto da inflação, alterações de taxas de juro e falências de emissores.

Reconhecer esses riscos mínimos ajuda a criar uma carteira equilibrada e eficiente.

Mito 1: Poupar é suficiente para o bem-estar financeiro

A crença de que uma conta poupança garante o conforto na reforma ignora a erosão causada pela inflação.

Segundo a Comissão Europeia, quem se reformar em Portugal em 2045 receberá apenas 48,2% do salário atual em pensão. Isso significa que, sem investimentos, o poder de compra diminui drasticamente.

Depósitos a prazo oferecem liquidez, mas rendimentos inferiores à inflação levam a uma perda real de valor.

Em vez de depender exclusivamente da poupança, considere entregas programadas em fundos isentos de risco ou certificados de aforro que acompanhem a inflação.

Mito 2: Existem investimentos 100% seguros e sem risco

Muitos portugueses veem os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro como “papel silencioso” e isento de qualquer perigo.

No entanto, esses produtos só contam com garantias até 100.000€ do Fundo de Garantia de Depósitos. Fora isso, a inflação corrói os juros, reduzindo o valor real do capital.

Em paralelo, títulos de Estado podem sofrer rebaixamentos de rating e crises políticas, afetando o preço de mercado dos ativos.

Portanto, adotar boas práticas para proteger o capital inclui diversificar em fundos de mercado monetário e títulos indexados à inflação.

Mito 3: Posso perder todas as poupanças em investimentos

Apesar de haver riscos, muitos produtos apresentam algum grau de proteção de capital.

Por exemplo, os certificados de aforro garantem 100% do valor aplicado, mesmo em cenários extremos.

Quanto ao universo de ações, fundos que replicam índices como Nasdaq, Dow Jones ou S&P 500 têm histórico de recuperação a longo prazo, perdendo valor apenas em crises temporárias.

  • Diversificação reduz risco global: combinar classes de ativos e setores dilui oscilações.
  • Horizonte de longo prazo: o efeito dos juros compostos supera quedas de curto prazo.
  • Fundos de baixo risco: acesso a carteiras geridas profissionalmente para minimizar perdas.

Mito 4: Investir é só para quem tem muito dinheiro

Até há pouco tempo, era comum associar investimento a grandes fortunas ou perfis arrojados.

Hoje, graças a ETFs e fundos com aplicação mínima reduzida, qualquer português pode começar com valores baixos e ajustar o risco ao seu perfil.

Existem plataformas que permitem investir com poucos euros em portfólios diversificados, tornando acessível a participação nos mercados globais.

Outros Mitos Relacionados

  • Seguros de vida como investimentos: custos elevados e baixa flexibilidade em comparação com fundos dedicados.
  • Investimentos fraudulentos: pirâmides não reguladas pela CMVM podem prometer retornos impossíveis.
  • Seguros multirriscos cobrem todos os imprevistos: na prática, frequentes acionamentos elevam prêmios sem benefício real.

Riscos Comuns a Todas as Aplicações

Boas Práticas e Produtos Recomendados

  • Definir objetivos: curto, médio e longo prazo, ajustando a carteira ao seu perfil.
  • Fundos Mercado Monetário: preservação de capital a curto prazo.
  • Fundos Obrigações: menor volatilidade com rendimentos previsíveis.
  • ETFs diversificados: exposição a índices globais com baixas taxas.
  • Certificados de Aforro: garantia total do capital e rendimento próximo à inflação.

Além disso, automação de investimentos por débito direto e revisões anuais permitem manter a disciplina e ajustar a exposição.

Consultar um assessor registado na CMVM ajuda a personalizar estratégias e evitar erros comuns.

Conclusão

Desmistificar os mitos dos investimentos seguros é o primeiro passo para construir um futuro financeiro saudável.

Entenda que nenhuma aplicação é isenta de riscos, mas é possível gerenciá-los com diversificação, horizontes longos e escolhas informadas.

Comece já hoje: defina metas claras, use produtos adequados ao seu perfil e consulte especialistas para garantir um plano sólido e realista.

Felipe Moraes

Sobre o Autor: Felipe Moraes

Felipe Moraes, 40 anos, é planejador financeiro certificado e coach de aposentadoria no conquistaextra.org, especializado em auxiliar famílias de classe média a construírem planos de poupança e investimento que garantam estabilidade econômica na aposentadoria.