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Investimentos de Baixo Risco: Onde Começar a Rentabilizar

Investimentos de Baixo Risco: Onde Começar a Rentabilizar

12/02/2026 - 22:50
Matheus Moraes
Investimentos de Baixo Risco: Onde Começar a Rentabilizar

Proteger o capital e obter lucros consistentes é o sonho de muitos investidores, especialmente quem está dando os primeiros passos no mundo financeiro. Neste guia completo, vamos explorar como identificar, comparar e aplicar as melhores alternativas para rentabilizar sem assumir grandes riscos.

O que são investimentos de baixo risco?

Investimentos de baixo risco são aqueles com baixa probabilidade de desvalorização e alta liquidez para resgates rápidos. Eles apresentam menor sensibilidade às oscilações de mercado, reduzida chance de calote e, em geral, contam com garantias do governo ou do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Embora sejam indicados para iniciantes e para compor a reserva de emergência, é importante lembrar que não existe aplicação totalmente isenta de riscos. Mesmo os títulos mais seguros podem ter rentabilidade real negativa em cenários de inflação elevada.

Principais opções disponíveis

Conheça as 6 alternativas mais procuradas por quem busca combinações de segurança, liquidez e rentabilidade atrelada à Selic ou ao CDI.

  • Tesouro Direto: títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Inclui o Tesouro Selic (pós-fixado), ideal para reserva de emergência, e o Tesouro IPCA+, que protege contra a inflação ao longo prazo.
  • CDBs (Certificado de Depósito Bancário): oferecidos por bancos, protegidos pelo FGC até R$250 mil por CPF e instituição. Podem ser prefixados ou pós-fixados ao CDI, com liquidez diária em muitos casos.
  • LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas e garantidas pelo FGC. Geralmente apresentam prazos de carência maiores, mas compensam com rendimentos líquidos mais elevados.
  • Poupança: mecanismo simples e sem cobrança de IR, rendendo cerca de 6% ao ano quando a Selic está acima de 8,5%. Baixa rentabilidade, mas alta familiaridade entre iniciantes.
  • Fundos de Renda Fixa: carteiras que investem em títulos públicos, CDBs e debêntures de baixo risco. Não contam com FGC, mas oferecem diversificação e gestão profissional.
  • Fundos DI: fundos que aplicam em títulos pós-fixados atrelados ao CDI, com liquidez diária e comportamento similar a uma conta remunerada.

Simulações de rentabilidade (R$5.000 em 1 ano)

Para ilustrar o potencial de cada investimento, analisamos o cenário atual de Selic em 13,25% a.a. e CDI em 13,15% a.a.

É notório que as aplicações vinculadas à Selic/CDI geram rendimento líquido superior à poupança, mesmo após o desconto do IR.

Comparação de características

Cada modalidade apresenta equilíbrio entre segurança, liquidez, rentabilidade e tributação. Considere:

  • Garantia: Tesouro Direto conta com a soberania do governo; CDBs, LCI/LCA têm amparo do FGC.
  • Liquidez: Tesouro Selic e fundos DI permitem resgate diário; LCI/LCA costumam exigir prazos mínimos.
  • Tributação: LCI/LCA e poupança são isentos de IR; outras aplicações seguem tabela regressiva de 22,5% a 15% conforme prazo.
  • Investimento mínimo: Tesouro a partir de R$30; CDBs e fundos variam conforme instituição.

Dicas para iniciantes

Montar uma carteira segura e alinhada aos seus objetivos é fundamental. Siga estes passos:

  • Abra conta em uma corretora ou banco digital com boa reputação.
  • Estabeleça uma reserva de emergência de 6 a 12 meses de despesas em Tesouro Selic ou CDB DI.
  • Distribua os recursos entre 50% Tesouro Selic, 30% CDBs pós-fixados e 20% LCI/LCA para diversificação.
  • Monitore periodicamente a taxa Selic e o cenário econômico pelo Banco Central.

Erros comuns a evitar

Mesmo nas modalidades mais seguras, algumas falhas podem comprometer seu resultado:

  • Ignorar o impacto do IR nos prazos mais curtos.
  • Concentrar todo o capital em um único emissor ou produto.
  • Desconsiderar o efeito da inflação sobre o rendimento real.

Perspectivas para 2026

Com a expectativa de queda gradual da Selic para patamares próximos a 11% em 2026, o investidor conservador pode avaliar:

• Prefixados e Tesouro IPCA+ para travar taxas atrativas antes da redução. • Fundos de infraestrutura e CRIs/CRAs incentivados para diversificação com isenção fiscal. • ETFs de renda fixa global para exposição ao dólar, lembrando o risco cambial.

Em resumo, mantenha estratégias de proteção de capital e ajuste gradualmente a carteira conforme mudanças macroeconômicas. Assim, você estará preparado para aproveitar as melhores oportunidades com segurança e retorno consistente.

Matheus Moraes

Sobre o Autor: Matheus Moraes

Matheus Moraes, 28 anos, é analista de mercado de ações no conquistaextra.org, conhecido por seus relatórios sobre criptoativos e blockchain, orientando investidores iniciantes em estratégias seguras no volátil mundo das finanças digitais.